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Fallout 76 (PC)

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Fallout 76: Destaque da Comunidade: Fallout Five-0

26 de agosto de 2020
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Depois que as bombas caíram, os Apalaches foram reduzidos a Ermos.

Uma praga mortal devastou a terra, os animais sofreram mutações, comida e água ficaram radioativas e criaturas começaram a vagar pela Terra. Parece que havia pouca esperança para que seus habitantes sobrevivessem. Então, o Refúgio 76 se abriu. Desde sua abertura, os Apalaches se tornaram o lar para muitos habitantes novos. Eles formaram grupos, reconstruíram, trabalharam em equipe e retomaram as terras.

Chega o Fallout Five-0: um grupo de Protetores criado por jogadores, nosso foco de Apresentação do Destaque da Comunidade deste mês.

Ray e Lucy Middlethon jogam a vida toda. Ray começou com Pong, em uma TV preto e branco, e Lucy começou no Commodore 64. “Eu amo as histórias dos videogames, as inúmeras ideias criativas que as pessoas juntam para dar vida a um sonho que outras pessoas podem curtir. Já adultos, compartilhamos isso com nossos filhos, às vezes, nos divertimos jogando em família”, disse Lucy.

Eles não apenas compartilharam a paixão por videogames com seus filhos, mas, agora, o Fallout Five-0 chega a muitos jogadores de PlayStation e pelas redes sociais.

Fallout 76 não é o primeiro Fallout que eles jogam. Ray joga Fallout desde o início, em 1997, quando um amigo da faculdade apresentou o jogo para ele. “Nunca curti muito RPGs ou jogos baseados em turno tanto quanto os de ação, mas a ideia de viver em um mundo pós-nuclear era empolgante!”, disse ele.

Lucy tem o mesmo sentimento com relação ao Fallout 3. “Sempre amei a ideia de explorar um cenário pós-apocalíptico, mas queria mais do que um jogo de hordas de inimigos. O Fallout 3 me atraiu com sua homenagem ao gênero de ficção científica clássica dos anos 50 e a exploração da condição humana. Ao unir isso com uma dose fantástica de cultura vintage dos EUA, entrei de cabeça e nunca mais consegui sair”.

Com o lançamento do Fallout 76, os dois puderam finalmente ter a experiência de jogar Fallout juntos. Perguntamos a Lucy e Ray como o Fallout Five-0 surgiu. “Essa pergunta é muito engraçada de responder, porque a gente adoraria dizer que planejou montar o Fallout Five-0 na versão B.E.T.A., mas a história não é tão bonitinha assim. Começamos o jogo com alguns amigos, na versão B.E.T.A., jogando e fazendo missões juntos. Acho que foi na primeira semana que a gente chegou na missão dos Protetores e depois recebemos o Uniforme Azul dos Protetores. Vestimos ele e casualmente estávamos perto de um bar, então, tiramos uma foto de todos de uniforme. Era algo tão legal de se ver, os cinco ali usando o mesmo uniforme. O Ray riu e disse que éramos os Five-0, por causa da gíria para polícia, mas também porque éramos cinco. Resumindo, o Ray publicou a foto na página do Fallout no Facebook e ela teve muitos comentários e reações. As pessoas diziam: “Nossa, a gente pode realmente interpretar personagens das facções mortas, etc.”, e, a partir daí, a coisa pegou. A gente se tornou um grupo dedicado aos Protetores”.

Então, o que exatamente significa Fallout Five-0?
“O Fallout Five-0 é um grupo de interpretação de personagens com base na Facção dos Protetores no mundo de Fallout 76... A gente se propõe enquanto uma comunidade do jogo dedicada a criar experiências no jogo para nossos jogadores e a comunidade como um todo”, responderam Ray e Lucy.

O Five-0 não opera apenas no jogo. “Usamos várias mídias, como nosso site, vídeos e animações de vídeo do jogo para aumentar a imersão das missões, a interpretação de personagens e a história dos jogadores, que é desenvolvida com eventos no jogo. Esses eventos direcionam as histórias que contamos. É como se fosse uma experiência de 'escolha sua própria aventura mais D&D'”.

Fazer isso não é pouca coisa. “É um trabalho em equipe, que envolve uma planilha de números de pedidos, um calendário para filmagem das chamadas, um Discord para comunicação e anúncios rápidos e uma equipe de agentes que nos ajudam com funções específicas, como mentoria, solicitações e até mesmo fantasias e acessórios para filmagem”.

Desde o nascimento, os membros cresceram, e encontrar novos membros se tornou algo natural no grupo. “Em geral, as pessoas veem a gente interpretando personagens no jogo e demonstram interesse ou viram nosso conteúdo nas redes sociais e ficaram curiosas”.

Participar do Fallout Five-0 é um processo relativamente simples quando os membros potenciais pegam o jeito. “Independentemente de como um indivíduo chegue até nós querendo se associar, o processo é universal. Pedimos aos candidatos que usem um sistema de Solicitação que configuramos na página para iniciar o processo. A partir daí, os encontros em jogo são agendados entre os membros e os interessados. Temos vários desses encontros, usando o Arsenal como cenário, para encontros de personagens com o indivíduo. Isso permite que todos tenham várias oportunidades para se conhecerem e também saberem um pouco mais da história pessoal e as personalidades dos personagens”.

O Five-0 consome muitas horas durante a semana para apenas os dois gerenciarem, por isso, atualmente operam apenas no PlayStation 4. Lucy, a líder da comunidade no jogo, dedica de três a seis horas por noite, de quatro a cinco dias da semana, no jogo. Tudo é muito divertido, pois Ray e Lucy conseguem relaxar ao criar conteúdos para interpretação de personagens. “Pra mim, fazer vídeos de missões ou animações de vídeos de jogo é meu jeito de relaxar e curtir o Fallout 76, e posso fazer isso em qualquer um dos meus personagens”, disse Ray.

Pedimos a Ray e Lucy para que nos contassem um pouco sobre os personagens que eles interpretam. Ray interpreta dois papéis: comandante Connor Johns (uma brincadeira com seu filme favorito, o Exterminador do Futuro original), que “começou como um personagem tipo herói muito exagerado, mas, ao longo da interpretação e dos eventos realizados pelo Five-0, tornou-se um veterano cansado. Ele acredita no bem comum, mas o custo de alcançar isso se complicou algumas vezes. Este personagem também foi apresentado em CHAD: A Fallout 76 Podcast. Também interpreto um personagem mais jovem e animado, o Tenente Dutch Walker, um ex-stripper de Watoga. Dá pra encontrar alguns vídeos dele no YouTube”.

Lucy tem abordagens diferentes com suas personagens. “A primeira foi Korinne Anders. Dependendo de onde você a vê, ela é a Comandante Geral Anders (no contexto do Five-0) ou a Tenente Anders (em CHAD: A Fallout 76 Podcast). Ela é a principal aliada do Comandante Johns, além de ser sua noiva. Originalmente, ela foi uma traumatologista no Refúgio 76, mas se adaptou à vida exterior tornando-se uma médica de combate e diplomata do Five-0. Quando o Comandante está fora, ela é reconhecida como a voz do Comandante. Também jogo com uma Traga-fogo chamada Grace O'Malley, ex-invasora Armadilheira que foi convencida a escolher um caminho diferente do que parecia estar à sua frente. E tem a Changeling, uma enigmática agente de informações que tem conexões com vários personagens em diversos grupos de interpretação de personagens”.

Os enredos do Five-0 cruzam com muitos grupos, e muitos deles funcionam desde o início do grupo, na B.E.T.A. Quando perguntada sobre sua lembrança favorita do Five-0, Lucy compartilhou um momento emocionante. “Um momento em particular surgiu de um final trágico de um de nossos enredos. Um membro decidiu matar sua personagem no final da narrativa e, como resultado, fizemos um funeral no jogo para a personagem. Para Anders, isso foi muito forte, pois a personagem tinha sido sua melhor amiga, e ela tinha que fazer um discurso”.

Contudo, nem todas as lembranças são tão sérias. “Acho que a lembrança mais importante até agora é a própria comunidade de jogadores que acabei conhecendo, tanto dentro quanto fora do Five-0. Não existe outra comunidade tipo essa na comunidade de Fallout 76”.

Ray também compartilhou memórias sentimentais da comunidade. “De longe, minha história favorita é do início da nossa pauta mais anti-grief e de policiamento dos Ermos, pois um dos nossos papéis era ajudar jogadores procurados a deixarem de ser procurados. A gente abordava o tal jogador e se oferecia pra matar ele, tirando seu status de procurado. A gente protegia os pertences e as tampas deles. Uma vez, a gente chegou na área com o jogador procurado e gritamos que o queríamos, mas não tivemos respostas. A gente andou mais um pouco e um de nós falou em voz alta: 'Onde está o jogador?' e, obviamente, como grandes gênios estrategistas, estávamos os dois olhando pra mesma direção. Do nada, ouvimos: 'Estou atrás de vocês'. Nossa, ele poderia ter nos destruído, e a gente não conseguiria ter feito nada. Felizmente, ele era uma boa pessoa e acabamos o ajudando”.

Fallout 76 cresceu muito desde o lançamento inicial, expandindo com Wastelanders, um novo jeito de experienciar os Ermos com NPCs humanos. Perguntamos como Wastelanders afetou as histórias do Five-0. “Da perspectiva do conteúdo, Wastelanders deu à comunidade uma expansão nas histórias de interpretação. Usamos a Fundação como ponto de encontro, normalmente usando referências de personagens importantes em nossa interpretação em jogo, assim como usamos eles em nossas criações de missões. Ainda sentimos que a história de Fallout 76 está nas mãos dos jogadores e que os NPCs e as alterações trazidas por Wastelanders parecem uma progressão natural na linha do tempo, ajudando no apoio ao desenvolvimento de narrativas para todos nós”.

Assim como o Fallout 76, o conteúdo do Five-0 também cresceu. No momento, eles escrevem e produzem um programa em jogo que, depois, é publicado no YouTube. Esse programa se chama Redemption Fall, e tem convidados especiais, como Kenneth Vigue, de CHAD: A Fallout 76 Podcast, e a Vice-presidente Sênior de Marketing e Comunicação da Bethesda, Pete Hines. O programa conta as histórias de seus personagens, mergulhando em suas histórias do pré-guerra e como acabaram se conhecendo. Cada episódio é uma grande produção, com planilhas, acessórios, referências a locais e mais. Os jogadores gravam suas cenas e enviam suas narrações para Ray e Lucy, que, depois, editam e transformam em um episódio.

Todo esse esforço vale a pena, pois cada episódio é intrigante e empolgante de assistir. Os episódios podem ser encontrados no [canal do YouTube FalloutFive-0] (https://www.youtube.com/channel/UCz8yaNWSH1-DCDhMAL_jjQg)

Interessados em participar do Fallout Five-0? O processo é simples! Sigam para o site do Fallout Five-0 e confiram a Seção de Alistamento, que permite que qualquer um com interesse possa agendar uma solicitação de participação de um encontro, o primeiro modo de interação com os membros da comunidade.

Agradecemos por tirarem esse tempo para conversar com a gente, Ray e Lucy! Agradecemos também pelo tempo e o carinho de vocês na criação do Fallout Five-0 e esperamos ansiosamente por mais conteúdos seus.

Se quiserem saber de tudo relacionado ao Five-0, confiram os perfis deles nas redes sociais listadas abaixo:
Twitter
Instagram
Facebook
YouTube
Site
Ou adicionem eles na PSN: Fallout Five0

Se tiverem alguma sugestão para nosso próximo Destaque da Comunidade, passem no nosso tópico nos Fóruns oficiais de Fallout e mandem suas dicas.

A gente se vê no próximo mês!

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